Com a renuncia e a aposentadoria de Luís Roberto Barroso do cargo de Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), a especulação sobre os nomes que podem sucedê-lo cresce exponencialmente.
É claro, que a indicação do substituto de Barroso será feita pelo Presidente do Brasil, que vai dar preferência aos seus vassalos que ajudaram e ajudam a manter o regime ditatorial brasileiro.
Entre os nomes cogitados para a indicação do presidente brasileiro estão Jorge Messias, o atual Advogado Geral da União e o Senador da República Rodrigo Pacheco.
O nome de Jorge Messias ganha força dentro do governo federal e na esquerda brasileira, porque ele prestou relevantes serviços aos governos de Lula e Dilma, entre os anos de 2003 a 2016, além de ser um militante de esquerda, e, um dos responsáveis pela censura institucional na “Procuradoria de Defesa da Democracia”.
Mas, Rodrigo Pacheco “corre por fora”, pois, o seu nome é o preferido pelos demais ministros do STF.
Por que será que Rodrigo Pacheco é o preferido pelos ministros da corte?
Rodrigo Pacheco foi e ainda é, o melhor aliado dos ministros do STF porque durante a sua presidência no Senado Federal, sempre atuou para proteger os ministros do STF devido aos vários pedidos de impeachment contra os ministros da corte.
Vários dos pedidos de impeachment tinham fundamento fático e legal, inclusive, um deles que continha milhões de assinaturas de brasileiros requerendo o Impeachment do Ministro Alexandre de Moraes.
Mas, Rodrigo Pacheco sequer recebeu os pedidos de impeachment os deixando esquecidos após os seus protocolos.
A conduta de Rodrigo Pacheco configurou os crimes de omissão e de prevaricação, pois, os pedidos de impeachment tinham fundamento e base legal, portanto, os pedidos deveriam ter sido levados ao plenário para apreciação e votação dos senadores.
Além de Rodrigo Pacheco não dar andamento aos pedidos de impeachment, ao final de sua gestão na Presidência do Senado, os pedidos de impeachment foram arquivados por Rodrigo Pacheco para que o seu sucessor não pudesse dar andamento aos pedidos.
É claro, que a omissão e a inércia de Rodrigo Pacheco visava proteger os ministros do STF das inconstitucionalidades e ilegalidades que cometeram.
Recentemente, Rodrigo Pacheco deus declarações públicas, onde afirmou que não deu andamento aos pedidos de impeachment, por considerar que tais requerimentos eram ações da oposição que ele nominou pela primeira vez como Bolsonarista.
Ou seja, Rodrigo Pacheco deixou claro que a lei não foi cumprida em sua gestão por questões políticas e ideológicas.
Agora fica claro para entender, os motivos que colocam Rodrigo Pacheco como o preferido à vaga na corte pelos integrantes do STF, afinal, a atuação de Pacheco garantiu a impunidade dos ministros do STF durante a sua gestão como Presidente do Senado.
Portanto, o lobby dos ministros do STF para a indicação de Rodrigo Pacheco ao cargo de Luís Roberto Barroso, nada mais é, do que um prêmio à sua atuação que protegeu ilegalmente os ministros da corte, e, agora Rodrigo Pacheco deve ser recompensado por isso, ao invés de ser responsabilizado pelos seus atos no âmbito administrativo, político e criminal.
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